Posições Políticas

É fundamental que a estrutura representativa dos estudantes de Enfermagem a nível nacional debata e se pronuncie acerca do paradigma científico e profissional atual. Mais do que uma Federação, pretendemos ser, nesta matéria, um fórum onde se discute ensino e academia ao mais alto nível, sempre com os olhos postos no futuro mas com uma noção realista dos recursos existentes para desenvolver uma ação efetiva.

A apresentação de tomadas de posição em relação ao Ensino Superior de Enfermagem em Portugal surge, então, como imperativa no nosso plano de atividades. Ambicionamos produzir posições políticas cada vez mais abrangentes, que sejam não só guiadas pela análise do panorama nacional de Ensino de Enfermagem, mas também pela valorização dos problemas denotados pelas AAEE/NE nas suas instituições de ensino superior.

2018/2019

2018/2019

i.      Enfermagem no subsistema de Ensino Superior Universitário – uma miragem

  • O documento explana uma posição há muito vinculada pela FNAEE: a possibilidade de a Enfermagem se integrar, a par das outras áreas da saúde, numa tipologia de Ensino orientada primariamente para a investigação, para a ciência e para a tecnologia, e que eleve a área da Enfermagem a outro nível. Acreditamos que esta reflexão deve ocorrer de forma aprofundada e com dados que possam suportar posições concretas, motivo pelo qual sugerimos a criação de um grupo de trabalho para se debruçar sobre esta matéria.

ii.       O estudante em Ensino Clínico – formando ou Pessoa

  • O documento reflete a preocupação da FNAEE num tema tão fulcral como o Ensino Clínico, com a devida importância que o mesmo assume no panorama da formação em Enfermagem. Apesar de se constituir como um momento obrigatório do Curso de Licenciatura em Enfermagem, a análise orientada da pluralidade de dinâmicas que lhe estão associadas, quer pedagógicas quer organizacionais, poderá afirmar-se como uma mais valia para a otimização dos processos formativos em Enfermagem e, consequentemente, para a obtenção de ganhos importantes a nível da construção da identidade profissional enquanto futuro Enfermeiro.

iii.     Aprender a formar em contexto clínico: uma (ir)realidade?

  • O documento expõe o interesse da Federação em refletir sobre as dinâmicas associadas ao processo de supervisão clínica e orientação de estudantes de Enfermagem, no âmbito da sua componente de Ensino Clínico consagrada nas diretivas nacionais e europeias que regulam o nosso Ensino de Enfermagem. De forma focalizada, enfatiza a necessidade de formação pedagógica dos tutores clínicos que, no entender da FNAEE, se revela essencial não só para problematizar construtivamente o processo formativo do estudante, mas também para assegurar o seu crescimento na prossecução de um perfil profissional promotor da qualidade e segurança dos cuidados de Enfermagem.

2017/2018

2017/2018

i.       Pela estruturação da formação Superior em Enfermagem: é hora de refletir

  • Esta posição surge no sentido de dar a conhecer a posição dos Estudantes no que concerne à pronúncia da Ordem dos Enfermeiros pela reestruturação dos ciclos de Estudos do Ensino de Enfermagem. Para além disso, é um documento que pretende vincar a visão de futuro que a FNAEE e os seus associados consideram ser a mais valiosa para os Estudantes e a Enfermagem.

ii.     Por um ensino baseado na evidência – a necessidade de inovação pedagógica em Enfermagem

  • O documento reflete a preocupação dos Estudantes no que concerne às metodologias e métodos de Ensino utilizadas hoje em Portugal. Fazendo valer um dos seus pilares de ação – a defesa do Ensino – a FNAEE quer com este documento lançar a discussão para que se comece a preparar um Ensino para o futuro.

2016/2017

2016/2017

i.       O Ensino Superior enquanto Utilidade/Valor Público

  • O documento defende o caminho para a gratuitidade do Ensino Superior. Como consequência decidiu-se subscrever o Movimento Rumo à Propina Zero.

ii.      Enquadramento legal do Ensino de Enfermagem

  • O documento dá prossecução à vontade e reflexão das estruturas associativas sob a visão do ensino de enfermagem e o enquadramento legal que limita atualmente o Ensino de Enfermagem. Consideramos que a limitação por parte do Decreto-Lei n.º 480/88 que define o ensino de Enfermagem como ensino superior politécnico é limitativa e inadequada ao desenvolvimento de Enfermagem enquanto disciplina e ciência, simultaneamente remetendo o ensino para um subsistema e não possibilitando a sua integração noutro, tendo por base a Instituição de Ensino Superior em questão, missão definida, qualificação dos docentes, investigação produzida e relações interdisciplinares necessárias para um melhor funcionamento tanto da rede de ensino como na prestação de cuidados em contextos de saúde.